Páginas

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

City Bites: Cannolo & Sfogliatella


Como um amigo napolitano certa vez me disse: “Se você quer comer cannolo aqui na Itália, tem que ir à Sicília. E a sfogliatella, tem de ir à Napoli.” (isso foi dito em um inglês com sotaque super charmoso.) Lá eles respeitam bastante a tradição da comida regional, apesar de ter pizza e pasta em todos os lugares, há variações.
O típico cannolo é feito com uma massa frita, fina e crocante, recheada com creme de ricota. Com o tempo, foram adicionadas frutas cristalizadas ou secas, castanhas e chocolate. Ele foi criado para as festividades do Carnaval.
O cannolo do Attimo, feito pela chef confeiteira Saiko Izawa, é incrível! Casquinha crocante e recheio de ricota de búfala supercremoso. Vale a pena ir para provar esta e outras delícias do cardápio de sobremesas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O meu com wasabi, gengibre e cebolinha, por favor

Já provou um pão com todos esses ingredientes juntos? A cebolinha e o gengibre até são aceitáveis, mas wasabi (raiz forte)? É um twist para a tradicional receita de brioche, que aliás, fica delicioso! 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Resultados do curso: fazendo em casa

Como não adianta nada tentar dominar o mundo sem arquitetar o plano em casa, fiz meus testes com o que foi ensinado em aula. A seguir, você confere como anda o meu progresso na vida doce e “engordante” da confeitaria e algumas conclusões que tirei nesse tempo. 

Da 2ª aula: entre as massas blisée e sablée, prefiro a primeira, por ser mais fácil e com custo menor. Em posts posteriores coloco a receita e os detalhes importantes desta massa! Outra coisa é que também gostei mais de fazer o merengue suíço invés do italiano, pois fica mais brilhante e é mais simples.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Curso: Confeitaria e Panificação Básica

Para seguir com o meu pequeno projeto de dominar o mundo dos doces, estou fazendo o curso de qualificação profissional de Panificação e Confeitaria da Hotec. Se perguntarem o por quê: custo benefício. Os três módulos do curso totalizam 110 horas e apesar da estrutura (sim, não é tão legal, mas tem tudo o que precisa para a aula) é muito bom para aprender técnicas e receitas. Os professores são ótimos e atenciosos, com experiência na área e cheios de dicas incríveis.

Meu primeiro módulo foi feito entre os dias 22 de junho a 24 de agosto, aos sábados das 8h às 13h, ministrado pela Professora Mariane Bagodi. E posso dizer que cada produção de aula é deliciosa porque, obviamente, o almoço de sábado fica garantido na aula.

Primeira aula (22/06/2013)
Foi apenas teórica, sobre equipamentos e utensílios de panificação, farinha e glúten, além de como calcular custos. Noções de boas práticas e manuseio de alimentos.

Segunda aula (29/06/2013)
Primeira aula prática. Começamos com excepcionalmente com Confeitaria (normalmente seria Panificação). Foi uma linda surpresa . Fizemos massa Sablée e Brisée, cremes variados e merengues para as tortinhas de morango, chocolate, limão, maracujá,  crème brulée e suspiros. 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

City Bites: O Mercado


É um festival gastronômico que acontece esta semana (22 de setembro) para comemorar uma nova estação do ano no Modelódromo do Ibirapuera (Rua Curitiba, 292 – São Paulo). Num clima descontraído, chefs de grandes restaurantes promovem uma feira de barraquinhas com comidas deliciosas a preços mais tranquilos. Em sua 3ª edição, traz 60 participantes que você confere a seguir:

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Curso com a Profª Janaina Barzanelli


Aconteceu no dia 27/08, na Chocolândia do Ipiranga. O nome do curso era: Profissionalizante 100% Prático de Decoração de Bolos, estávamos em 14 na sala e realmente colocamos a mão na massa. Cada bancada com 3 ou 4 pessoas fez um bolo e recebeu dicas e segredos de pontos importantes da receita.
Fizemos um bolo com emulsificante “forneável”, o que fez com que a massa crescesse mais rápido na batedeira e o ar ficasse incorporado por mais tempo (segundo a professora, a consistência duraria por até 25 min fora da geladeira antes de ir para o forno pré-aquecido) –se você prefere o pão de ló sem aditivos químicos, pode conferir aqui. Detalhe crucial: se a receita pede por emulsificante, siga corretamente a quantidade, colocando a mais, você corre o risco do seu bolo parecer lindo e maravilhoso e ficar oco por dentro.
Outra dica dada em aula: não rechear o bolo no mesmo dia, pois ele mantém certa umidade e com o recheio pode desandar tudo. Deixe ele esfriando dentro da forma de um dia para outro para só então desenformar, cortar e rechear.
Para o recheio, fizemos um creme de confeiteiro industrial, daqueles que você só coloca o leite quente e mexe, remexe e mexe de novo até engrossar. Depois que esfriou, colocamos leite condensado, pó para preparo de sobremesas de Limão da Mavalério (patrocínio que comentei no post anterior) e chantili de caixinha.
Foram duas camadas de recheio e para molhar o bolo, leite condensado diluído em água.
Na parte da tarde, começamos finalmente a confeitar. Chantili batido no ponto que parece quase mole, mas que ainda forma bico e quando mexe o batedor o creme não se move. (Dica: vai ficando poroso com o tempo, aí você pode colocar um pouco de água gelada e misturar, vai voltar a ficar liso).
Passo 1: Com uma espátula lisa grande, cobrimos e alisamos (tem que ter a mão super leve nesse estágio. E sempre treinar):

domingo, 1 de setembro de 2013

Decor


Considero a confeitaria como se fosse uma arte, e por que não? Você modela, esculpe, desenha, colore e ainda tem que fazer o acabamento. Não é de todo fácil, mas há macetes e técnicas que se tornam infalíveis se você persistir.
Igual a uma criança que começa a desenhar: para fazer sua primeira casinha ela se usa de formas simples, um triângulo e um losango para o teto e mais um quadrado e um retângulo para as paredes. Com o tempo, surgem árvores, nuvens, sol e o arco íris. O traço fica mais firme e por aí vai...
É provável que os primeiros bolos decorados tenham surgido nos meados do século 17, na região nordeste da Europa. Nesta mesma época, torna-se comum, o uso doméstico de assadeiras e formas. Já no século 19, os banquetes da corte austríaca eram bastante conhecidos pela aparência de seus bolos. A Imperatriz Sissi amava-os, e para agradá-la, os confeiteiros reais mandavam produzir formas lindíssimas.
Toda a coleção de utensílios, formas e panelas usados pelos mais de 5 mil cozinheiros/confeiteiros/padeiros, além do jogo de mesa (de ouro e prata) e enfeites da corte, podem ser vistos no Palácio de Hofburg, na região central de Viena, na Áustria.
Hoje, as chamadas formas nórdicas podem ser encontradas (com preço razoável) em sites como a Amazon –o frete e imposto, infelizmente, são absurdos. Mas fica a dica para quem conhece alguém que está indo para o EUA.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Creme dos sonhos


Confectioner’s Custard. Crema Pasticcera. Crème Patissière. Creme de Confeiteiro. O creme base – com ovos, leite, açúcar e amido ou farinha – usado em recheios de muitas receitas, como – ahhh... – o sonho de padaria ou aquela tortinha de morango incrível e maravilhosa.
Na Idade Média, os europeus e os asiáticos já cozinhavam um creme bem próximo do que conhecemos atualmente. Os primeiros, comiam como recheio tortas e outros docinhos. Hoje, é um dos cremes mais usados na confeitaria tradicional francesa, encontrado em éclairs, chou à la crème, mille-feuilles ou napolèons.
Por ser um creme básico podemos usar a criatividade e fazer combinações. Segue algumas bem famosas:
- Creme de confeiteiro + merengue italiano = creme Chiboust
- Creme de confeiteiro + chantili sem açúcar = creme Diplomata
- Creme de confeiteiro + creme de amêndoas = creme Frangipane
- Creme de confeiteiro + manteiga = creme Mousseline
Algumas dicas para ter um resultado final delicioso:
1.     peneirar as gemas: não passe a colher pois, você não quer que a película que a envolve passe pela peneira. É um passo super importante para reduzir o aroma do ovo no creme pronto; 
2.     bater bem a mistura das gemas com o açúcar, isso faz com que o creme fique bem clarinho e, novamente, reduz o cheiro de ovo no final;
3.     o leite com o açúcar fervidos tem de ser despejados em fio, assim você faz a temperagem do creme, sem cozinhar as gemas (se não, empelota – not cool);
4.     colocar a essência só no final. Quando cozinha, todo o aroma se perde com o calor.
Agora, a receita:

Ingredientes: 4 gemas em temperatura ambiente | 350 ml de leite | 80g ou ½ xícara de chá de açúcar (dividido em 2 partes) | 30g  ou 3 colheres de sopa de amido de milho

domingo, 25 de agosto de 2013

De pão em pão, a Catarina

A cidade de São Paulo tem cerca de 3,2 mil padarias, com pães e doces deliciosos! Isso quer dizer (estatisticamente) que existe 1 padaria para cada 3,5 mil pessoas na cidade ou 2 padarias a cada km2 . É muito amor de pão :)
E no meio dessas delícias, tenho certeza que você já viu a Catarina. Doces ou salgadas, são aqueles pães recheados e trançados, lindos de se ver e ainda mais lindos quando você pode comê-los!
Mas já se perguntou como é feita?
É a hora da receita:
Ingredientes: 250g de farinha de trigo especial | 140 a 150ml de água – temperatura ambiente ou morna | 5g de sal | 1 pitada de açúcar | 15g de fermento biológico fresco (você encontra nos supermercados pacotes com 4 tabletes de 15g cada) | 5g de manteiga

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

City bites: Shortcake Morango

Tecnicamente, o shortcake original é feito com camadas de biscoitos “gordos”. O nome deriva do uso de uma quantidade generosa de gordura (shortening) na receita, o que impede a formação de cadeias de glúten longas, tornando o quebradiço e mais “derretível” na boca. Hummmm :9 Com o tempo, o uso de pão de ló também se torna bastante comum. Os outros ingredientes são: creme e morangos. Então, como não ser perfeito?
É um dos mais consumidos no Japão, principalmente em datas festivas como aniversários e Natal. Detalhe: lá do outro lado do mundo, os confeiteiros são fanáticos pela perfeição na decoração do bolo, são sempre impecáveis e você já começa comendo com os olhos.
(não lembro exatamente qual o nome do café em que tirei esta foto, só sei que foi próximo à estação da JR – Kinsicho em Tóquio)
E aqui em São Paulo? Umas das doçarias mais tradicionais do Campo Belo, de origem austro-húngara, a Confeitaria Cristina, tem um shortcake bem equilibrado no açúcar e com massa bem leve, morangos fresquinhos e creme incrível. Além dele, outros tantos doces deliciosos que só visitando! 
Confeitaria Cristina - Rua Vieira de Morais, 837 - Campo Belo 
segunda a sexta: 8h às 20h.
sábado: 8h às 19h.
domingo e feriados: 10h às 19h.
Boas mordidas! ;)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Véu... da noiva?

Quase isso...! A massa de pão tem ser tratada com o maior carinho e amor ❤. E tudo que você espera é chegar nesse ponto: o véu de glúten. É um dos pontos principais da panificação. 

Depois de sovar, amassar, trabalhar bem a massa de pão (isso pode levar um bom tempo.. pelo menos não precisa ir à academia nesse dia), o glúten da farinha de trigo se desenvolve e confere elasticidade. Quando você estica um pedacinho, ela vai abrindo, abrindo, abrindo... até formar essa película quase transparente. :) Continue com sua receita de pão, provavelmente ela ficará descansando por algumas horas.
É importante chegar neste ponto para um pão macio e fofo. Uma dica de ouro é procurar por farinhas que contenham mais glúten em sua formulação, geralmente, as especiais. Algumas marcas mais comuns de supermercado são a Renata, Anaconda ou a Rosa Branca.
Boa academia.. opa.. “sovação”.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

City Bites: Cheesecake

O primeiro pode ter sido feito pelos gregos, antes da conquista romana, na Antiguidade. Nessa época, o que mais se parecia com o atual era chamado de placenta e possuía uma crosta assada separadamente. A consistência e o sabor devem ter sido bem diferentes... No final do séc. XIX, nasce o american cheesecake dos dias de hoje, graças ao acaso na tentativa de reproduzir o queijo francês, Neufchâtel.
Há uma variação de queijos usados nesta sobremesa: nos EUA e Canadá o mais comum é o cream cheese; na Itália, a ricota ou o mascarpone; na Alemanha, Polônia e Holanda, o quark (coalhada). Os estilos também variam de região a região, podem ser assados ou não, com gelatina, sorvete, frutas e geleias ou ingredientes diferentes como mattcha (chá verde em pó).

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Tratamento a pão de ló

O pão de ló é um bolo superfofo, à base de ovos, farinha de trigo, açúcar e essências ou extratos (isso mesmo, não vai fermento químico). É tradicionalíssimo em Portugal, mas acredita-se que sua origem seja espanhola, derivado de biscoitos produzidos em mosteiros e conventos de Castela.
Há variações em todo o mundo, como o Castella (Japão), Sponge Cake (EUA e Reino Unido), Pan di Spagna (Itália), Genoise (França) e Plava (Comunidade Anglo-Judáica).
O grande segredo da preparação está no quanto você bate os ovos, lembrando que devem estar em temperatura ambiente. Batidos com o açúcar, incorporam ar e podem quadruplicar de volume; este processo é chamado de fermentação física.
O segundo segredo é na hora de misturar a farinha de trigo, tem de ser de forma muito delicada e apenas o suficiente para tornar a massa homogênea.  Não queremos que o ar dos ovos batidos escape.
Então vamos à receita:
(Costumo fazer a proporção de 30g de açúcar e de farinha para cada ovo. Se sua forma for muito maior, é só manter a mesma proporção – você pode reduzir um pouco do açúcar)

Preaquecer o forno a 180ºC
Ingredientes: 4 ovos em temperatura ambiente | 120g ou ¾ de xícara de chá de açúcar | 120g ou 1+¼ de xícara de chá de farinha de trigo | quantidade necessária de essência ou extrato de baunilha | (Se quiser fazer a base de chocolate, substitua 20g ou 1 + ½ colher de sopa da farinha por 20g ou 2 + ½ colheres de sopa de chocolate em pó)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ahh.. o Primeiro post

Dizem que é especial, o início de tudo.
Este blog é uma escolha para mim, um recomeço. Em meio à devaneios sobre profissões, carreiras e a vida, preferi a confeitaria. Nasce de um sonho: a busca por uma vida mais doce, recheada de creme de confeiteiro, brigadeiro e confeitos. Um mundo de diversidade infinita, criativo e gostoso, em que posso ver pessoas mais felizes com o palato adoçado por inúmeros tipos de sobremesas, bolos, docinhos e afins.
A você, caro leitor, desejo a viagem mais açucarada. Que este blog te inspire a entrar na sua cozinha e fazer dela um refúgio a mais dos problemas e estresse do dia a dia. Que possamos sempre aprender novas técnicas, cultivar ideias e reinventar. 
 (E esta tortinha de morangos silvestres não dá água na boca? É uma das razões do porquê quero ser confeiteira. Quem puder visitar, a Patisserie Stohrer fica na 51 Rue Montorgueil - Paris)